Escolha




Se esse abismo pudesse ser transposto,
Se essa angústia se transformasse em tristeza,
Se essa dor que dilacera a alma,
Doesse como um membro apodrecido,
E que apodrecido fosse amputado e lançado fora.
Os murros na parede,
São para matar a “Coisa” que vive,
Vive torturando a mente,
Se alimenta da escuridão e do medo.
A ira que corrói a alma,
É contra a injustiça do que fizeram,
Que escolha deram?
Quem perguntou se queria ser isso?
Quem apontou para o caminho de dores?
Quem pintou a vida de negro?
Quem fez o céu de chumbo?
Quem tornou o mar um abismo negro?
Quem escolheria ser dois?
Quem escolheria não ser inteiro?
Quem iria querer ser um num minuto
E outro no minuto seguinte?
Para ser menos infeliz
É preciso que um dos dois morra,
Ou morra o real, ou morra o que traz dores.
Como matar um sem matar o outro?

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